Sobre A Sexta Feira Santa

Minha mãe dizia que a Sexta Feira Santa era um dia de silêncio, pois devíamos respeitar o sofrimento de Jesus.
Minha avó Latife, mãe do meu pai, eu nem a conheci mas conheço suas histórias e principalmente seu lado religioso, dizia que a Sexta Feira Santa era um dia de sacrificar o corpo, pois assim estaríamos vivendo um pouquinho do sofrimento de Jesus.
Engraçado, como nossos antepassados deixam verdadeiras heranças espirituais para nós.
Tenho um pouco da minha mãe, e um pouco da minha avó. Escolho fazer pequenas tarefas neste dia, mas gosto de estar em silêncio e refletir sobre a minha vida, meu comportamento, minhas palavras.
Penso o quanto ainda sou pequena diante da grandeza de Jesus, que fez o maior de todos os sacrifícios.
E não me venham dizer que Ele não sofreu, sofreu sim, pois Jesus era um homem comum, humano como nós, apenas foi “escolhido” e acreditou tanto e amou tanto que se entregou totalmente à missão que lhe foi confiada.
Na cruz Ele se sentiu sozinho, Ele pediu ao Pai que o livrasse disso, mas que fizesse a vontade Dele.
Isto para mim prova a humanidade de Jesus, o quanto Ele tinha de homem, mas o que Ele tinha de amor era muito maior.
Ele amou de um jeito que ainda precisamos aprender. Ele amou de dentro para fora e não de fora para dentro que é o que fazemos.
Jesus não buscou seus próprios interesses em suas ações, buscou cumprir a vontade do Pai e salvar a humanidade.
Só posso dizer uma coisa, Gratidão!!!
Beijo grande a todos, uma ótima Páscoa.

Denise Felipe Antonio

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É Natal

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Olá queridos,
estes dias, numa das minhas caminhadas pelas ruas da cidade me peguei sorrindo ao lembrar de uma história do passado.
Depois sorri de novo ao assistir um passarinho mordiscando um mamão num mamoeiro de jardim,então pensei, “nossa quem ri sozinho é maluco, acho que estou ficando meio doida”.
Continuei andando e cheguei até a praça onde está toda decorada para o Natal, e sorri mais uma vez , agora com a certeza de que estava realmente maluca.
Mas logo pensei,”o que seria da vida se não fosse esses momentos?”O que seria da vida se não tivéssemos lembranças? O que seria da vida sem toda essa beleza, sem a saudade sem o amor que trazemos no coração?
Sem histórias não há vida.
Eu quero ter muitas histórias pra contar, quero ter muitos Natais pra viver, quero ainda dar muitos sorrisos pelas ruas e é isso que vim desejar a todos vocês.
Desejo que aproveitem o clima de Natal e deixem a sensibilidade aflorar em seus corações, desejo que tenham tempo, tempo para sorrir, tempo para dizer eu te amo, tempo para viver…..desejo que tenham muitas histórias para lembrar, mesmo aquelas que nos deixam com lágrimas nos olhos, pois elas também contam a nossa história, a minha, a sua, a de todos.
Desejo que o tempo nos faça cada vez melhores, capazes de amar, perdoar, respeitar.
Desejo que possamos aceitar as diferenças, mesmo sem entendê-las , desejo que possamos entender que todos somos um.
O Natal é santo, o Natal é mágico, entregue-se a ele.
Estejma perto dos que ama o máximo que puder, aproveite para começar hoje.
Um Feliz Natal a todos vocês,
Beijo grande,
Denise Felipe Antonio

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Laços De Família

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Não fomos criadas juntas e nem fomos amigas de infância.
Entre nós há diferença de idade de até 30 anos, mas nós nos descobrimos e estamos aproveitando tudo o que perdemos na infância e adolescência através de encontros, histórias e pequenas lembranças.

Somos primas, somos todas Aziz, levando ou não no nome, mas levamos no sangue.

A cada encontro com minhas primas redescubro que entre nós há algo muito mais forte que o tempo, mais sólido que a convivência, mais poderoso que qualquer distância. Temos a mesma origem, somos frutos de irmãos que se amaram a vida toda, mas que nem sempre puderam estar juntos, mas não perderam a cumplicidade, venceram a distancia e as dificuldades para desfrutarem de pequenos momentos juntos.

O que eu sinto é que o lema dos Aziz é esse “um por todos e todos por um”.

Agora somos nós primas queridas, representando os oito filhos de Nicolau e Angelina , sem deixar passar a oportunidade de estarmos juntas.

Que bom tê-las na minha vida, que bom tê-las encontrado, que bom ter descoberto um amor guardado, quase esquecido, mas a tempo de ser vivido, e bem vivido por nós todas juntas.

Beijo no coração de cada uma, e já aguardando o próximo encontro,

Denise Felipe Antonio

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A Casa Da Rua Baturité

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Olá queridos,
se você teve a mesma sorte que eu em conhecer a casa da rua Baturité, então você pode dizer, assim como eu, que conheceu um lugar especial, mas muito especial mesmo, com moradores alegres e cheios de amor pra dar, diferentes entre si, diferentes na sua maneira de ser, mas todos unidos num só coração.
A casa a que me refiro, é este sobrado cor de rosa na foto acima, que com muita sorte, encontrei no google e até me emocionei em ver que ela continua igual as minhas lembranças, e ainda conserva a janela aberta e a cortina em xale na sala da frente como no tempo que meus tios moravam lá.
Nos anos 70, eu ainda criança, costumava passar as minhas férias na casa dos meus tios Michel e Josefina, a casa deles ficava nesta rua mágica, no bairro da Aclimação em São Paulo.
A rua Baturité era especial, nela tínhamos a sensação de estarmos no interior, numa cidade (rua) onde todos se conheciam. Na minha memória ela não era uma rua muito grande, não devia ter mais que 500 ou 600 metros, mas era muito diferente de todas as outras.
A casa dos meus tios, ficava mais ou menos no meio dela, em frente me lembro que havia um bar, em cima deste bar morava um dos integrantes da banda do Rei Roberto Carlos na época,o Gato, e algumas vezes o “Rei” aparecia por lá e agitava toda a rua. A direita, andando um pouquinho havia um boliche que mais tarde virou um super mercado, O Pão de Açucar e nos sentíamos o máximo(nós crianças, eu Marcus, Marcius e Maria Gertrudes) porque podíamos ir lá sozinhos. Lá no começo da rua havia um bar maior, onde meu primo Marcus sempre me levava e me presenteava com balas e chocolates. A esquerda da casa da minha tia havia uma ladeira, mais abaixo ficava o apartamento da minha tia Eveline, na verdade ela era minha prima, mas eu a chamava de tia, assim como tio Ivan e tio Bié, todos primos chamados de tio. Zula ( Zuleika), Lala (Iara) e Tate (Zoraide) , eu sempre chamei pelos apelidos.
Todos frutos da união de Josefina Aziz com Michel Aoun.
Mas continuando, ao lado da casa dos meus tios havia um portão, da pra ver na foto, e no fundo havia uma vila de casas, eu achava aquilo incrível e muitas vezes imaginei como seria gostoso e tranquilo morar numa daquelas casas com paredes de pedras .
As férias lá, nesta casa, com essa gente alegre, era uma delícia, eu era criança, mas os mimos que recebemos nunca mais são esquecidos, marcam a nossa vida para sempre e lembro com saudades, muita saudades de todos, até dos que já se foram para sempre.
Além de ser uma casa cheia de gente, a noite costumava vir alguns vizinhos para assistir TV , não lembro o nome de todos, mas lembro que tinha o Sr. Romão e a Dona Anita, um casal de italianos muito engraçados, lembro também de uma senhorinha que quando entrou ladrão na casa dela ela lhe ofereceu chá por causa do frio e ele acabou indo embora sem roubá-la.
Na rua Baturité a gente brincava na rua durante o dia. Tinha algum dia da semana que passava um senhor com uma cabra que ao ouvirmos o sininho tocar já saíamos que era ele e saíamos todos correndo com copos na mão para tomarmos leite tirado na hora, acreditem ou não, isso era São Paulo.
Quando dormia no quarto da frente, na madrugada, se não me engano da quinta feira, começávamos a ouvir o “borbulhinho” dos feirantes montando suas barracas, outra aventura, sair na porta de casa e estar dentro da feira, eu amava. E lá íamos com a Mana ( tia Cema ) comprar pastel, que delícia.
Mas dentro de casa as aventuras não eram menores, logo as 7 da manhã, quando descia as escadas para o café da manhã lá estava o meu tio Michel já trabalhando e com o cinzeiro cheio de tocos de cigarro e a garrafa de café ao lado, a sua frente sua boa e velha máquina de escrever, que ele nos deixava usar para brincar depois que encerrava suas atividades do dia como advogado.
Tio Michel, não sei se ele era alto ou baixo, mas pra mim ele era grande, era protetor e ao mesmo tempo amoroso e carinhoso, chamava a todos de coração.
Minha tia Cema era solteira, e sempre morou com eles.
Nestes dias que passávamos lá era ela quem nos levava a passear, e minha prima Zoraide também, me levou a muitos lugares, a mim e a minha mãe.
A Lala, sempre me trazia um presentinho na volta do trabalho, e alguns ela fazia com as próprias mãos, como uma bouna cor de rosa de crochê que eu amava ❤ .
Minhas duas tias e minha mãe cuidavam da comida sempre, mas três mulheres juntas na cozinha era um bom motivo para uma ou outra discussão, nós morríamos de rir, porque até as "brigas" eram engraçadas.
O que mais me encantava nesta casa era mesmo que ela era cheia de gente sempre, acostumada a morar somente com minha mãe, pois minhas irmãs já eram casadas, estar numa casa movimentada e onde todos me paparicavam muito me fazia sentir vontade de morar lá com eles, é como se eu ficasse numa eterna férias.
Além dos moradores e dos vizinhos, minhas primas tinham muitos amigos que frequentava a casa, ouviam música, era um entre e sai danado de gente, um sobe e desce de escadas, era movimento, e era isso que minha alma ansiava, eu era criança, queria barulho, companhia e carinho, e lá eu tinha tudo isso.
A casa não era tão grande, mas inacreditavelmente cabia todo mundo e todos os outros que chegavam também para passar uns dias, como meu padrinho Adir com minha madrinha Zula e minha prima Ione, meu tio Bié com a esposa Maria Aparecida e meus primos Maria Gertrudes e Luis Gabriel.
Hoje, entendo que o tamanho da casa não importa, o que fazia esse milagre de acolher todos era o enorme coração dos meus tios que se alegravam com cada um que chegava, que sempre tinham um sorriso para dar, mesmo nos momentos difíceis, mesmo nos dias escuros, mesmo nas horas de dor, eles nunca deixaram de ter uma palavra de carinho ou um prato quentinho de comida para quem quer que fosse, parente, amigo, conhecido…é assim que me lembro deles.
Se alguém me pedir para descrever com uma palavra apenas a casa da Baturité, eu digo "alegria", se for com duas, eu digo "amor e alegria", se for com três " amor, alegria e colo", sim, porque acho que é assim que eu me sentia lá, "no colo".
Mas como tudo chega ao fim um dia e nesse corre e corre de gente, música, comida, festas, alegrias os dias passavam rápido demais e as féria também terminavam, era triste o dia de voltar para casa, mas eu me consolava com a esperança de voltar nas próximas férias.
Pena que na época eu era muito criança e imatura para entender toda a dimensão desse amor e nem imaginava que tudo isso fosse ficar tão vivo na minha memória. Pena que hoje meus tios não estão mais vivos para eu poder agradecer por ter passado com eles parte da minha infância e de ter sido tão bom.
Beijo a todos,
Gratidão eterna aos meus amados tios Michel e Josefina.
Ofereço a Marcus, Marcius, Ione, Zula, Iara, Tio Ivan, Maria Gertrudes

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Eu

eus

Não sei se porque meu aniversário está chegando, mas está me dando uma nostalgia.
Tenho lembrado de coisas que vivi, tenho lembrado de histórias da minha vida, ando sentindo saudades de pessoas que talvez nem se lembrem que eu existo…..
Mas não me importo, porque esta é a minha história e não a delas.
Nenhuma pessoa passa sem alguma importância pela nossa vida, me sinto feliz em poder pensar na maioria com carinho e a encontrar sempre alguma coisa que com elas aprendi.
Me sinto grata porque a vida sempre me trouxe pessoas de bom coração, que me ajudaram, que me acolheram. Se passou alguém por mim que não era bom a minha memória tratou de deletar, porque não me lembro.
Nem todos os momentos foram bons, mas foram eles que ficaram na minha memória, os ruins foram tão poucos e tão insignificantes que os deixei pra traz, preferi trazer na minha mochila apenas o melhor.
Hoje, em outra cidade, fiz novos amigos, reencontrei antigos, mas jamais me esquecerei daqueles com quem vivi 20 anos da minha vida.
Um dia, quem sabe, a vida nos marca um novo encontro, alguém vem me visitar, ou mesmo eu posso visitá-los, e então teremos a certeza de o que é verdadeiro nunca morre.
Beijo grande, em especial aos amigos distantes,
Denise Felipe Antonio

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Renove-se

outono

Hoje, primeiro dia de outono, época de transição, a sábia natureza permite que as árvores percam as suas folhas para que elas sobrevivam para a próxima estação, na verdade não é perda, é ganho.
Acho que este tempo todo o outono tem tentado nos ensinar que existe um desprendimento necessário, e que devemos fazê-lo em nossas vidas, deixe o velho ir para que sejam renovada as nossas energias e possamos sobreviver o frio , renascer com a primavera e nos aquecer no verão.
O outono ilumina, clareia, é a época em que o céu fica mais bonito em todos os momentos, e porque não dizer que é a luz da sabedoria querendo nos mostrar alguma coisa, um caminho, “o caminho”.
É tempo de reflexão, o que preciso deixar ir para poder viver as próximas estações com mais certeza, mas tranquilidade, mais serenidade, mais equilíbrio?
Do que preciso me desprender para que eu possa preservar ou resgatar o que tenho de mais sagrado?
O que preciso deixar cair para ter o encontro com a minha verdadeira essência?
Quais os medos que me impedem de realizar o meu maior ideal?
Quais as dúvidas que tenho para continuar a buscar aquilo que mais acredito?
É outono, já dizia Tom Jobim …”é promessa de vida no meu coração“…deixe cair tudo aquilo que não te cabe mais e faça aparecer o melhor que existe em você.
Beijo grande,
Denise Felipe Antonio

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Sem Amor Eu Nada Seria…

foto blog

Beijo grande, estarei mais vezes aqui,

Denise Felipe Antonio

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